Nota:

Oi pessoa, obrigada pelo seu tempo, sua leitura, sua apreciação ou não. Se puder deixe sua opinião, ela será sempre lida. E se por algum acaso for copiar alguma parte de alguma coisa escrita aqui coloque os créditos. É sempre bom estar consciente da fonte das coisas.


Fiquem à vontade conosco e com nossa eterna mania de "eus-bem-líricos".


Enfim, esperamos que gostem.


A.L. - D.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vivência aí.


Você vive em busca de sonhos, com vontades que não sabe explicar. Você vive em busca de alguém, sempre encontra gente que não sabe nem amar. Você vive atrás do futuro, percorrendo o caminho aprende a respeitar. Você vive querendo achar gente que segure sua mão e não queria soltar. São poucos, pena.

10.11.2012 - A.L.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Deve ser como reorganizar o armário, pega tudo o que é limpo, bom, que te agrade e guarde nos melhores lugares. As roupas mais especiais são penduradas cuidadosamente num cabide para não amassar, não empoeirar. As que não servem mais ou, por algum motivo, não são mais apreciadas, mesmo que mantendo seu estado de conservação são destinadas a outras pessoas, para que delas façam bom uso. Agora, tudo que está com buracos, fendas, feito e não utilizável é jogado fora. Sem meros apegos. Filtre.

25.12.11

Anna Lia.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Obrigada e algo mais.


Obrigada, eu te amo. Obrigada, eu quero te conhecer outra vez. Obrigada, o que esse seu parabéns significa? Obrigada, queria você por perto. Obrigada, eu vi sua mãe na rua outro dia... Meu coração quase saltou pela boca! Obrigada, eu tenho um peso de você no peito, na alma, no corpo. Obrigada, me liga qualquer dia? Obrigada, quer me conhecer? Obrigada, talvez eu possa ser o que você precisa. Obrigada, eu te amo.

Eu acho que sempre vou ter recaídas de você, como se fosse um vício.

19.12.11

- após ver a lista de parabéns no facebook.



terça-feira, 15 de novembro de 2011


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Machuca. É realmente muito incômodo. Mas, vai desencantando, vem desapegando, até que se esvai e só deixa uma espécie de sensação sem sentido.

Porém, que bom que se vai. Afinal, essa não é mesmo uma coisa para viver a esmo.


15.11.2011
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Eu fico me perguntando cadê você. É inacreditável que seja aquela mesma pessoa que corrompe o amor e diz que foi por sua necessidade de homem, que nomeia de amor essas paixões efêmeras que chegam até você caso se deixar levar. E na verdade, tudo que eu consigo sentir é aquela pena que sua expressão sempre me pedia, e além dela só este carinho de irmã mais velha. Porque agora eu tenho uma dozinha horrível dessa voz sem rosto que eu ouço nas ligações esporádicas. E é que neste instante me bateu um medo de te ver e ter tudo isso confirmado e me questionar como uma das melhores pessoas que eu conheci se deixou estragar tanto.

03.10.11
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meu "você".

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Agora você parece tão distante, ser exato. Parece que séculos se passaram desde a última vez que disfarcei o ângulo do meu rosto e te olhei de esguelha, porque não há tempo em que eu consiga estar perto de você sem fazer isso. Pode ser mania ou pode ser que você sempre será o centro de alguma coisa existente em mim. Mesmo que agora eu já não chore tanto, não pense tanto e nem ao menos me desespere tanto tendo você como foco. Ou vai saber se no fundo todos os meus choros e desesperos não são por você de veras. Acho que nenhum deles merece esses meus sentimentos sufocados que apesar de serem tão profundos se fazem silenciosos, talvez seja realmente aquele você de alguns anos atrás o meu “você” certo. Por ventura eu deva parar com a loucura de pensar em outras pessoas que são só pessoas, começo a reconsiderar, mas agora tendo consciência disso, que foi você mesmo. Mesmo já tendo passado, sei que não há possibilidade de voltar no tempo alguns anos atrás e conter meu tremor nas pernas e na voz sempre que se aproximava e segurar na gola da tua camisa e dizer o quanto eu via o mundo em você, como eu me via em você. Pode ser que seja isso mesmo, por isso o presente é tão volúvel, tão não eu, pode ser que o tempo do meu certo tenha se passado. Talvez só me reste à conformidade e a paciência de deixar tudo ao redor pra lá, de prosseguir só comigo mesma e com a lembrança tola de você. Porque sabe, minhas jabuticabas, nenhuma realidade foi ou é melhor do que meu sentimento de pensar em você. Deve ser que esse meu “eu te amo” entalado aqui seja só seu e de mais ninguém. Então, ele deve permanecer aqui, quieto, pois eu sei que você não deve ser mais você e agora eu sou mais desimportante ainda pra sua vida, agora já nada existe, só essas minhas lembranças de ser louco e platônico que sou. Só não deixe mais essas lágrimas caírem por nada, pois combinei com meus pensamentos em suas janelinhas de jabuticabas, combinei que elas só deviam soltar-se por você. Todos eles são humanos demais, e daquela humanidade que me apavora, que me repele. Acho que só você é assim. Foi assim. Penso que era mesmo só você.

07.10.11, postado em 18.10.11.

Anna Lia.
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Eu fico me perguntando cadê você. É inacreditável que seja aquela mesma pessoa que corrompe o amor e diz que foi por sua necessidade de homem, que nomeia de amor essas paixões efêmeras que chegam até você se você se deixar levar. E na verdade, tudo que eu consigo sentir é aquela pena que sua expressão sempre me pedia, e além dela só este carinho de irmã mais velha. Porque agora eu tenho uma dozinha horrível dessa voz sem rosto que eu ouço nas ligações esporádicas. E é que neste instante me bateu um medo de te ver e ter tudo isso confirmado e me questionar como uma das melhores pessoas que eu conheci se deixou estragar tanto.

03.10.11
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sábado, 20 de agosto de 2011

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E você espreme os olhos e pede para passar. Porque, afinal, aquele zíper nas suas costas não abre? Será que emperrou? Olha para o céu e roga, e pede, e suplica alguma forma de anjo. Porque você sabe que Deus está ali, sabe que Ele cuida como um pai. Mas, falta alguma coisa. Que coisa? Aí vem a bendita Lei de Murphy e o mundo desaba e leva com ele uma infinidade de tudo, às vezes, por algum tempo leva até você. Então, você espreme os olhos e pede um anjo e aguenta, talvez um dia ele apareça.


20.08.11
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Ah, quem me dera se todos sentissem assim de foram sincera. Ah, quem me dera o amor fosse tratado olhos nos olhos, encarado de forma simples e leal. Ao final, as pessoas se cansam e se jogam, fugidas, numa imensidão de dúvidas. Que pena. Não precisava. A perda vem se você renega tudo o que sente, mas também vem quando tudo o que se sente é renegado. É dói. Essa segunda, sim, magoa. A esperança, afinal, fica nas palavras de Caio Fernando Abreu. Espero que passe, espero conseguir fazer passar.

20.08.11
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sábado, 13 de agosto de 2011

Eu vou deixar – Who Knew

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Eu vou deixar outra boca se colar na minha e me levar de ti, só para ver se aquela interrogação de gosto se esvai de mim. Eu vou deixar outras mãos me levarem, puxarem-me, manipularem-me só para não me sentir tão tola por querer só as suas enquanto você parece querer todas. Eu vou deixar outro toque, só para ver se a sua imagem se desprende da minha mente teimosa. Eu vou deixar outro corpo se colar ao meu, confundir-se com o meu só para ver se você sente tanto como eu ando sentindo. Eu vou deixar quietinha outro olhar avaliador se passar por mim como se avalia um objeto, só para que seu olhar de menino se despregue da minha memória. Eu vou me deixar cheirar outro alguém, como só faço contigo, só para ver se você entende que eu odeio seu perfume, amando seu cheiro. Eu vou pegar em outras mãos só para esquecer que as suas me aqueceram naquela última tarde fria debaixo daquelas telhas velhas e só vou me permitir lembrar agora que você se aproximou de mim meio vacilante como não deveria, com aquele olhar de menino que pede e me prendeu entre essas suas garras me fazendo sentir especial, perigosamente especial. Eu vou deixar, menino, eu preciso deixar outro alguém me tocar o corpo só para ver se te tiro da alma. Desculpe se eu somente sou aprendiz da vida, desculpe se eu somente sou uma menina, desculpe se por algum momento nossas meninices se desencontraram e confundiram-se com nossas adultidades. Mas, eu, aqui para mim, já fiz demais, já me esqueci do orgulho demais, já não sei mais o que fazer. Então menino, vou ceder a precisão mesmo sem querer só para depois chorar escondida num canto o quanto eu te queria aqui ao invés de todos eles, só para estalar os seus dedos de novo e clamar ao plano Divino uma felicidade.

Sugestão: Who Knew e João de Barro - Maria Gadú.

12.08.11

  
Por: Anna Lia.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Stop Crying Your Heart Out


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Venho tentando não chorar e nem pensar nessa dor que você me fez. Porque aqui, para as minhas letras queridas, eu admito que dói e que tem doido, profundamente. É como as estrelas de Oasis, elas se foram para algum lugar onde nem ao menos posso ver suas sombras e seu brilho se tornou invisível aos meus olhos infantis. Resta a mim apenas me perguntar quando poderei vê-las novamente, quando aquele sorriso perdido vai voltar, quando os sentimentos poderão ser compensados com o destino provável. Porque eu esperava de todas as pessoas, todas as coisas ruins, mas de você, menino, eu só queria o destino enrolado no meu, daquele nosso jeito complicado e tão certo. Levou minhas estrelas de mim e nunca vai poder mudar o que passou, tenho que seguir meu caminho e fazer meu coração parar de chorar sim. Contudo, o mais difícil é acreditar que foi você quem casou as lágrimas.

Então, mesmo meio acabada, meio repleta de questões eu tento não me preocupar, pego o necessário, sigo e espero.


Por: Anna Lia.


07.08.11

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sábado, 6 de agosto de 2011

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Eu acordo todos os dias e penso dez vezes o quanto eu me amo, o quanto sou forte e o quanto não acredito em mais nada do que eu mesma. Depois quando essa mera fraqueza humana começa a me afetar penso em motivos para não querer você, em como você tem o cabelo curto demais, como seus olhos tem um ângulo estranho, suas sobrancelhas não são bem formadas e seu sorriso não é nada do que acho lindo. Mesmo gostando das suas mãos. Mas, aí é outro assunto, porque lembro de como você me tem feito sentir asco delas.

Eu ando todos os dias jogando um charme que penso não possuir, mas o esbanjo assim mesmo, só para ver se alguém percebe, se alguém me rouba e me afasta das desilusões que você tem me feito. Sabe, certa vez li um texto* que dizia os motivos da mulher não endereçar um texto ao homem, acho que cheguei a esse ponto, escrevo aqui por você ter passado do nível de única exceção para o resto. Para o nada.

Faz uma semana que antes de fechar os olhos a noite eu penso no quanto tenho dó por você não ter conhecido a verdadeira eu e jogado toda a culpa sobre seus ombros, onde, aliás, deveria ter estado em todos os momentos dessa palhaçada que um dia chamei de história.


* O texto a que faço referência é da Tati Bernadi.

06.08.11

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sábado, 30 de julho de 2011

Eu, super eu.


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Senti-me um nada. Justo para você que sempre vinha a minha cabeça como a mais doce exceção. E eu perdoaria todos os seus erros... Sua mania de grandeza, sua arrogância e até essa forma de ver tudo como um jogo, uma fase a mais para ganhar. Eu esqueceria tudo isso se nós pudéssemos continuar sendo nós. Mas, acabou e eu choro por isso e me desespero por isso, internamente. Só que fim é a última parte de qualquer coisa, eu vou voltar a ser como antes, além do mais já passou da hora de ativar minha armadura e virar a super alguém.

30/07/11
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Barco dos sonhos


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Venho precisando de alguém que não existe, de alguém de sonhos. Venho desejando um abraço inexistente, um afago de pureza, de um cuidado que não acho. Pois eu cansei de tentar ser para você o que ninguém é para mim.


30/07/11
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domingo, 10 de julho de 2011

Acontece que/Respiro.

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E todas as pessoas do mundo podem me chamar de boba, de estranha. Podem até dizer que eu não sei aproveitar a minha vida. Acontece que eu cansei das mentiras que as pessoas contam, que eu não quero fazer parte de tudo isso. Que eu me recuso a corromper a mim mesma a toa. E eu sei que eles podem vigiar os meus passos, segurar as minhas asas, trancar-me aqui dentro e me cercar de toda e qualquer porcaria. E até as minhas idéias podem ser parcialmente roubadas, minhas letras podem ser lidas por olhos que vigiam, mas não apreciam, meus emails podem ser lidos e relidos assim como minhas histórias, as pessoas podem ser a mim proibidas enquanto outras podem ser a mim impostas. Só que acontece que eu me recuso a isso. Acontece que isso não pode chegar ao que eu sou de verdade. Porque eu tenho andado por aí e fingido tudo e quando eu falo a verdade ninguém escuta. Eu continuo sendo afetada pela metade e por mais que isso me frustre e decepcione eu continuo aqui, funcionando, respirando. E mesmo que eu queira com todas as forças que me restaram ser eu, paro. Respiro. E imagino um dia, um lugar bem longe daqui e paz. Aquela paz e vida que eu mereço, que eu preciso.

10.07.11

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eu não sei mais.

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Sabe amor, eu tenho tentado não sentir nada e por vezes eu até consigo. Quando fica mais complicado penso nos erros do mundo, lembro-me que o ser humano trai, machuca e tem a consciência corrompida. Mas, também existem vezes em que só quero chorar baixinho encostada em você e ouvir a sua voz ou acreditar que existe sim aquele amar e que este está por perto.

O fato é que mesmo assim eu acho que consigo não sentir nada depois. Quem falou que não se pode? Quando você passa a vida vendo certas coisas acho que se aprende a ter asco de muitas delas e mesmo que isso só corroa as ideias dos fracos a parte dos sonhos é comprometida, talvez fatalmente.

08/07/11

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Esse seu "inho" de vida.

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E desse meu jeito meio marrento meio quebrado eu sinto uma saudade descontrolada de você. E eu não sei ao certo a forma com a qual te quero, mas sei que você faz parte da mim. Eu tentei tanto te dizer isso. Te dizer que não era do seu perfume caro que eu gostava era do seu cheiro; não era esse seu sucessinho que me encantava e sim a forma como falava comigo meio como amiga, meio como sua garota; não era esse seu olharzinho com dó de você, do mundo e dó de mim que eu gostava de encarar era, sim, a forma como ele mudava quando você perdia o controle, pois só assim você não pedia para eu sofrer como você, para eu sentir nem que fosse pena. Só que você está tão preocupado com o mundo que acho que se esqueceu de mim, esqueceu-se que eu não falo por palavras, por mais que as escreva, eu falo por gestos e olhares. E eu sou tão lerda para sentir, para decidir, para arriscar. E eu tenho essa sutileza, esse ar de frieza que esconde toda essa intensidade aqui. Eu não sei ao certo se me tornei invisível para você como me sinto para o mundo, mas sinto que agora é assim. E eu vou me acostumar, não por desistir e sim por precisão. É que tudo já dói tanto que eu não quero que você me machuque mais. E do meu jeito de levar eu vou indo, confesso que quis te trazer comigo, quis te mostrar as sete chaves que destrancam isso aqui, mesmo que nem eu as conheça. Mas, acho que você nem quer... Quer o mundo, quer esses "inhos" que tem por aí ao contrário de mim que decidi não ser miserável de existência.

Sugestão: Maglore - A Sete Chaves.

28.06.11

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Furor

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Parece que eu tenho o mundo inteiro entalado na garganta, no peito e na minha cabeça as ideias giram e giram e tudo que fica é fugir. É tirar daqui toda essa ânsia desesperada. Mesmo que ultimamente até o meu furor venha seco, cru. É um desespero tão calmo que me assusta e fico me perguntando quando essa panela vai transbordar. Pois eu sei que as lágrimas bem como uma dor lancinante estão contidas aqui, querendo sair, não sei o que as impede e também não procuro saber. Como todo o resto, tem sido assim: esperado, mas temido. Esse paradoxo sem fim.

23.06.11

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

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Em meio a uma noite excessivamente perturbadora encarei-me chorando. As lágrimas fluíam dos olhos de maneira tão lenda e desesperada, mas não sabia de onde vinham ou qual o motivo de virem. Três palavras ficaram presas na garganta, as mesmas sete letras que significam tanto para as pessoas. Aquelas que costumam garantir a alguém um lugar onde estar em qualquer circunstância. Mas, vieram acompanhadas de lágrimas desesperadas, da falta de um objeto.

20.05.11
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Entenda, se puder ².

Então eu fiquei sozinha outra vez pensando e pensando na hipocrisia que parece corroer o mundo e todos aqueles sentimentos de indignação reapareceram, ou pelo menos uma parte deles. Daí comecei a querer comparar e pesar um lado da minha alma com o outro. Tem aquele lado cético, de justiças e balanças, mas também há aquele feito de palavras e droga, como ele me encanta.



13.06.11

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