Nota:

Oi pessoa, obrigada pelo seu tempo, sua leitura, sua apreciação ou não. Se puder deixe sua opinião, ela será sempre lida. E se por algum acaso for copiar alguma parte de alguma coisa escrita aqui coloque os créditos. É sempre bom estar consciente da fonte das coisas.


Fiquem à vontade conosco e com nossa eterna mania de "eus-bem-líricos".


Enfim, esperamos que gostem.


A.L. - D.

sábado, 26 de novembro de 2011

O amor

Mais um da Tati Bernadi que bate na alma da Anna e da Dan de tal forma que se faz inexplicável.

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal.E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa.São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.

- Agora por Anna Lia :

Eu acho que a gente é tão assim, menino. É o que me agonia e me faz feliz ao mesmo tempo. Tem essa angústia de você ser meu sem que eu possa te ter e de você me ter sem que eu possa ser sua. Mas, tem essa felicidade do para sempre, talvez, lá no fundo, seja mesmo que se espera de nós.

26/11/11
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terça-feira, 15 de novembro de 2011


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Machuca. É realmente muito incômodo. Mas, vai desencantando, vem desapegando, até que se esvai e só deixa uma espécie de sensação sem sentido.

Porém, que bom que se vai. Afinal, essa não é mesmo uma coisa para viver a esmo.


15.11.2011
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Eu fico me perguntando cadê você. É inacreditável que seja aquela mesma pessoa que corrompe o amor e diz que foi por sua necessidade de homem, que nomeia de amor essas paixões efêmeras que chegam até você caso se deixar levar. E na verdade, tudo que eu consigo sentir é aquela pena que sua expressão sempre me pedia, e além dela só este carinho de irmã mais velha. Porque agora eu tenho uma dozinha horrível dessa voz sem rosto que eu ouço nas ligações esporádicas. E é que neste instante me bateu um medo de te ver e ter tudo isso confirmado e me questionar como uma das melhores pessoas que eu conheci se deixou estragar tanto.

03.10.11
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meu "você".

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Agora você parece tão distante, ser exato. Parece que séculos se passaram desde a última vez que disfarcei o ângulo do meu rosto e te olhei de esguelha, porque não há tempo em que eu consiga estar perto de você sem fazer isso. Pode ser mania ou pode ser que você sempre será o centro de alguma coisa existente em mim. Mesmo que agora eu já não chore tanto, não pense tanto e nem ao menos me desespere tanto tendo você como foco. Ou vai saber se no fundo todos os meus choros e desesperos não são por você de veras. Acho que nenhum deles merece esses meus sentimentos sufocados que apesar de serem tão profundos se fazem silenciosos, talvez seja realmente aquele você de alguns anos atrás o meu “você” certo. Por ventura eu deva parar com a loucura de pensar em outras pessoas que são só pessoas, começo a reconsiderar, mas agora tendo consciência disso, que foi você mesmo. Mesmo já tendo passado, sei que não há possibilidade de voltar no tempo alguns anos atrás e conter meu tremor nas pernas e na voz sempre que se aproximava e segurar na gola da tua camisa e dizer o quanto eu via o mundo em você, como eu me via em você. Pode ser que seja isso mesmo, por isso o presente é tão volúvel, tão não eu, pode ser que o tempo do meu certo tenha se passado. Talvez só me reste à conformidade e a paciência de deixar tudo ao redor pra lá, de prosseguir só comigo mesma e com a lembrança tola de você. Porque sabe, minhas jabuticabas, nenhuma realidade foi ou é melhor do que meu sentimento de pensar em você. Deve ser que esse meu “eu te amo” entalado aqui seja só seu e de mais ninguém. Então, ele deve permanecer aqui, quieto, pois eu sei que você não deve ser mais você e agora eu sou mais desimportante ainda pra sua vida, agora já nada existe, só essas minhas lembranças de ser louco e platônico que sou. Só não deixe mais essas lágrimas caírem por nada, pois combinei com meus pensamentos em suas janelinhas de jabuticabas, combinei que elas só deviam soltar-se por você. Todos eles são humanos demais, e daquela humanidade que me apavora, que me repele. Acho que só você é assim. Foi assim. Penso que era mesmo só você.

07.10.11, postado em 18.10.11.

Anna Lia.
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Eu fico me perguntando cadê você. É inacreditável que seja aquela mesma pessoa que corrompe o amor e diz que foi por sua necessidade de homem, que nomeia de amor essas paixões efêmeras que chegam até você se você se deixar levar. E na verdade, tudo que eu consigo sentir é aquela pena que sua expressão sempre me pedia, e além dela só este carinho de irmã mais velha. Porque agora eu tenho uma dozinha horrível dessa voz sem rosto que eu ouço nas ligações esporádicas. E é que neste instante me bateu um medo de te ver e ter tudo isso confirmado e me questionar como uma das melhores pessoas que eu conheci se deixou estragar tanto.

03.10.11
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domingo, 25 de setembro de 2011

Desabafo, desassossego, desapego.


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Talvez a questão não seja dizer que você é um moleque e não um homem. Entendo, neste instante, que talvez só não seja o cara para mim. Porque para ti é simplesmente impossível ficar do meu lado sem criticar minha aparência, meus modos, meus sonhos e meus pensamentos. Para você estar comigo é querer se sobrepor a mim a todo o tempo. E por mais que eu tente enxergar - e acho mesmo que enxergo - essa coisa aí que tão menino tenta camuflar, a singular bondade que as circunstâncias da sua vida lhe nublaram, não é mais suficiente, garoto. Porque você não consegue ficar do meu lado e me ganhar pouco a pouco – como minha natureza sutilmente arredia pede -, você quer ficar comigo, mas também quer pegar todas as outras garotas do mundo, como se você honroso ficar experimentando por aí enquanto me guarda, prende o que sabe que é certo trancafiado dentro dessa sua caixinha que chama de coração. Porque, enfim, poderíamos até ser exatos um para o outro, mas minamos tudo. Enxergo a minha culpa por querer sempre fugir e trancar esses sentimentos aqui, para não te afugentar, para não me assustar, só que você foi longe demais, tão longe que nem se quer consigo te encontrar agora. E a vida tem me levado a sentir coisas que só queria confessar a você. Todavia, ontem, pela primeira vez eu não senti as mariposas quando ouvi tua voz, e nem aquela dorzinha por você estar tão distante de mim, tão distante de ti mesmo. Porque agora eu tentei afastar todos os fatores externos de mim e me concentrei tanto em meu “eu” e em Deus que finalmente posso estar e paz. Passei a aceitar que você não deve ser mesmo o cara para mim e que não deve ter mesmo aquela “pureza” de olhos e coração e mãos e espírito que eu tanto procuro. Aí entrei nesse acordo comigo mesma e com a minha vida que você será meu amiguinho e eu não sofro mais por isso, nem superficialmente, nem aqui, nos confins do meu cérebro-alma.

Anna Lia.

19.09.11
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Obrigada Senhor!

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Acontece de repente, como em um passe de mágica, mesmo não sendo. Na verdade, você sabe que é um feito de Deus para te guardar, para te fortalecer. É a sensação constante de que há sim Alguém ali para anestesiar tudo. E esse agir, por vezes, vem em forma de pessoas que parecem feitas do amor mais puro já visto. Aí você fecha os olhos para agradecer e pede, também, para que essas pessoas permaneçam. 

25.09.11
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